CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC-RS
Projeto Análise de Vulnerabilidades
Nome do Aluno: Diego de Oliveira Orsi
Nome do Professor: Marcio Pohlmann
Porto Alegre - 2025
Topologia Utilizada
O diagrama abaixo ilustra a topologia de rede configurada para este projeto, mostrando a máquina atacante (Kali Linux com OpenVAS e Nessus) e as máquinas-alvo (Windows 7, Bee-Box, Metasploitable 2 e Ubuntu).
Visão Geral: OpenVAS vs. Nessus
Resultados Totais - OpenVAS
Resultados Totais - Nessus
Nota: Os dados são baseados nos relatórios completos (PDF) fornecidos. O OpenVAS se destacou no volume de descobertas "Altas", enquanto o Nessus foi mais eficaz em identificar riscos "Críticos" distintos.
Análise Detalhada por Máquina
Máquina 1: bee-box v1.6
OpenVAS: Identificou 99 vulnerabilidades, com um volume massivo de 77 riscos classificados como 'Altos', 12 'Médios' e 10 'Baixos'. O foco foi em serviços de legado.
Nessus: Encontrou 38 itens. Desses, 3 foram classificados como 'Altos', 2 como 'Médios', 1 'Baixo' e 32 foram informativos.
OpenVAS (Total: 99)
Nessus (Total: 38)
Máquina 2: Metasploitable 2
OpenVAS: Detectou 109 vulnerabilidades, sendo 73 'Altas' (como backdoors e RCEs), 28 'Médias' e 8 'Baixas'.
Nessus: Reportou 117 falhas, incluindo 9 alarmantes riscos 'Críticos'. Identificou também 5 'Altos', 20 'Médios', 8 'Baixos' e 75 informativos.
OpenVAS (Total: 109)
Nessus (Total: 117)
Máquina 3: Windows 7
OpenVAS: O scan foi superficial, encontrando apenas 3 vulnerabilidades no total: 1 'Alta', 1 'Média' e 1 'Baixa'.
Nessus: Encontrou 24 itens, sendo o mais importante 1 risco 'Crítico' (referente ao EOL do sistema). Também reportou 1 falha 'Média' e 22 informativos.
OpenVAS (Total: 3)
Nessus (Total: 24)
Máquina 4: Ubuntu
OpenVAS: Foi a máquina mais segura, detectando apenas 1 vulnerabilidade de risco 'Baixo'.
Nessus: Confirmou a segurança do host, encontrando 15 itens, sendo apenas 1 de risco 'Médio' e 14 informativos.
OpenVAS (Total: 1)
Nessus (Total: 15)
As Ameaças Mais Críticas (Combinadas, CVSS 9.3+)
Este gráfico combina as vulnerabilidades mais perigosas encontradas por ambas as ferramentas. A lista é dominada por falhas de "End of Life" (EOL/SEoL), RCEs (Execução Remota de Código) e backdoors.
- Unsupported OS (Nessus): O Windows 7 não recebe mais atualizações de segurança da Microsoft, tornando-o uma porta aberta (CVSS 10.0).
- Unreal IRCD Backdoor (OpenVAS): Uma versão específica deste servidor de chat contém um backdoor intencional que permite execução remota de código (CVSS 10.0).
- dRuby RCE (OpenVAS): Uma falha no Distributed Ruby que permite a execução remota de código não autorizada (CVSS 10.0).
- Serviços R* (OpenVAS): Serviços de rede antigos (rlogin, rsh) que são inerentemente inseguros e confiam no endereço IP para autenticação (CVSS 10.0).
- FTP/Telnet Não Criptografado (OpenVAS): Protocolos que transmitem credenciais (usuário e senha) em texto puro, permitindo fácil interceptação (CVSS 10.0).
- Apache Tomcat SEoL (Nessus): A versão do servidor de aplicação Apache Tomcat está em "End of Life", significando que não é mais suportada (CVSS 10.0).
- Ubuntu SEoL (Nessus): A versão do sistema operacional Ubuntu (8.04) está em "End of Life", estando vulnerável a inúmeras falhas (CVSS 10.0).
- Bind Shell Backdoor (Nessus): Uma "shell" (linha de comando) foi aberta em uma porta de rede, permitindo que invasores se conectem e controlem a máquina (CVSS 9.8).
- Apache Ghostcat (Nessus): Uma vulnerabilidade no conector AJP do Tomcat que permite a um invasor ler ou incluir arquivos do servidor (CVSS 9.8).
- SSL v2/v3 Ativo (Nessus): Versões antigas e quebradas do protocolo SSL, que permitem a descriptografia do tráfego (CVSS 9.8).
- PHP 'php_UNSERIALIZE' RCE (OpenVAS): Uma falha em como o PHP lida com dados que pode ser explorada para executar código remotamente (CVSS 9.3).
Considerações de Cada Host Analisado
Abaixo estão as considerações específicas e observações de segurança para cada um dos hosts analisados no projeto.
Máquina 1 (bee-box):
Este host, uma aplicação web intencionalmente vulnerável (IWApp), confirmou seu propósito. O OpenVAS encontrou 99 falhas, com um volume massivo de 77 riscos 'Altos' focados em serviços de legado, 12 'Médios' e 10 'Baixos'. O Nessus identificou 38 falhas, incluindo 3 'Altas' (como 'Badlock' no Samba) e 2 'Médias'.
Máquina 2 (Metasploitable 2):
Este é o host mais comprometido. O OpenVAS detectou 109 vulnerabilidades, sendo 73 'Altas' (como backdoors e RCEs), 28 'Médias' e 8 'Baixas'. O Nessus encontrou 117 falhas, destacando 9 'Críticas' (incluindo Bind Shell, Ghostcat e EOL do SO) e 5 'Altas', provando que o sistema é totalmente inseguro.
Máquina 3 (Windows 7):
A principal consideração aqui é a falha 'Crítica' (CVSS 10.0) de 'Sistema Operacional Não Suportado' (EOL) detectada pelo Nessus. Houve uma grande discrepância, pois o scan do OpenVAS não detectou esta falha crucial, reportando apenas 3 falhas no total (1 'Alta', 1 'Média', 1 'Baixa').
Máquina 4 (Ubuntu):
Este host serve como a 'linha de base' de um sistema moderno. Ambas as ferramentas confirmaram sua segurança, encontrando apenas problemas de baixo impacto. O OpenVAS reportou 1 única falha 'Baixa' (Weak MAC), e o Nessus reportou 1 falha 'Média' (SMB Signing).
Recomendações para Cada Máquina
Com base nas vulnerabilidades críticas e altas encontradas, estas são as ações de remediação prioritárias para cada host.
Máquina 1 (bee-box):
- Ação Imediata: Desativar todos os serviços de legado não criptografados (FTP, Telnet, rlogin, rsh) e substituí-los por SSH/SFTP.
- Aplicar patches para vulnerabilidades conhecidas, como o "Badlock" no Samba.
- Corrigir falhas de RCE (Execução Remota de Código) em aplicações web e no PHP.
Máquina 2 (Metasploitable 2):
- Ação Crítica: Descomissionar a máquina. O sistema operacional (Ubuntu 8.04) e aplicações (Tomcat) estão em Fim de Vida (EOL) e são indefensáveis.
- Remover backdoors identificados (Bind Shell, Unreal IRCD).
- Corrigir falhas críticas de aplicação, como "Ghostcat" e "dRuby RCE".
Máquina 3 (Windows 7):
- Ação Crítica e Única: Atualizar ou descomissionar o sistema operacional. A falha "Unsupported Windows OS" (EOL) é um risco CVSS 10.0 que não pode ser corrigido com patches.
- Enquanto não for atualizado, isolar a máquina da rede para prevenir exploração do MS17-010 (EternalBlue) e outras falhas.
Máquina 4 (Ubuntu):
- Esta é a máquina mais segura. As ações são ajustes de configuração:
- Forçar a assinatura de pacotes SMB (corrigir "SMB Signing not required") para prevenir ataques "man-in-the-middle".
- Atualizar a configuração do SSH para desativar algoritmos MAC fracos (Weak MAC).
Conclusões Principais
A análise comparativa revela quatro pontos chave sobre a postura de segurança dos alvos e a eficácia das ferramentas.
- Nessus (Crítico): Foi altamente eficaz em identificar riscos críticos modernos e de fim de vida (EOL), como o "Unsupported Windows OS" e o "Apache Tomcat AJP Connector Request Injection (Ghostcat)".
- OpenVAS (Alto): Demonstrou um volume excepcional na detecção de serviços mal configurados e vulnerabilidades de alto risco em ambientes de teste, encontrando 151 riscos "Altos", a maioria nas máquinas Bee-Box e Metasploitable.
- Bee-Box & Metasploitable: Ambas as máquinas de laboratório propositalmente vulneráveis foram (corretamente) sinalizadas com dezenas de falhas graves por ambas as ferramentas, servindo como excelentes alvos de teste.
- Windows 7 & Ubuntu: Nestas máquinas, o Nessus identificou os problemas mais significativos (SO não suportado e SMB não assinado), enquanto o OpenVAS encontrou menos problemas críticos, focando em questões de nível médio e baixo.
- Conclusão: As ferramentas são complementares. O Nessus se destacou na precisão de riscos críticos e EOL, enquanto o OpenVAS se mostrou excelente em varreduras de volume e configuração em sistemas Linux mais antigos.
Conclusões Principais
A análise comparativa revela quatro pontos chave sobre a postura de segurança dos alvos e a eficácia das ferramentas.
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Volume vs. Criticidade
O OpenVAS foi superior em volume, encontrando 151 falhas "Altas" (vs. 8 do Nessus), focando em serviços de rede. O Nessus foi superior em criticidade, sendo o único a classificar 10 falhas como "Críticas", focando em EOL e software de aplicação. -
Discrepância no Windows 7
A falha mais crítica do Windows 7 (End of Life) foi classificada como "Crítica" pelo Nessus. No entanto, o relatório PDF do OpenVAS fornecido não detectou esta falha crucial, mostrando uma fraqueza significativa nesse scan específico. -
Metasploitable 2: Um Risco Total
A máquina Metasploitable 2 é um desastre de segurança. O OpenVAS encontrou 73 falhas "Altas", enquanto o Nessus encontrou 9 "Críticas" e 5 "Altas". Ambas as ferramentas concordam que o sistema é indefensável. -
Sistemas Modernos Vencem
O host Ubuntu moderno continua sendo o mais seguro, apresentando apenas uma falha "Média" (Nessus) e uma "Baixa" (OpenVAS). Isso destaca a importância de usar software atualizado e desativar serviços desnecessários.
Telas das Aplicações
Clique em uma imagem para ampliar e ver em detalhes as interfaces das ferramentas utilizadas.
Interface do Nessus
OpenVAS - Visualização de Hosts
OpenVAS - Feeds de NVTs
OpenVAS - Gerenciamento de Tarefas